ROMP

O ROMP…

Recitais Ociosos do Musas – Poesia

Série de conversas com os poetas, um a um (uma a uma) protagonistas de cada encontro, à volta da sua obra, processo e pensamento. Será um formato caloroso, de encontro, e nunca de sarau, com a presença não de espetadores, mas de gente cúmplice.

O encontro poderá ser acompanhado de umas bolachas, petiscos, chá (incluindo de parreira), etc.. A hora que escolhemos foi as 21h30 (podendo ocasionalmente mudar).

Inclinamo-nos para uma periodicidade mensal, tendo apontado a data da última quinta-feira do mês (o que este ano daria 28 jun, 26 jul, 30 ago – data que resolvemos entretanto saltar -, 27 set, 25 out, 29 nov e 27 dez.

O ROMP 01 (28 de junho de 2018) contou com a presença do poeta Alexandre Teixeira Mendes.

O ROMP 02 (26 de julho de 2018) contou com a presença do poeta Nunes Zarel.lecci.

O ROMP 03 (27 de setembro de2018) contou com a presença do poeta António Pedro Ribeiro.

O ROMP 04 será a 25 de outubro de 2018 e contará com a presença do poeta Aurelino Costa.

Todas as pessoas coniventes são bem-vindas.

 

… e o seu Manifesto

É tempo de rutura.

Morre-se para estrumar o futuro que aí vem

(ou o que nunca virá).

E romper é, por isso, estruturalmente a vida.

Ou, isto é, a morte…

Rompem os jovens poetas destroçando a mudez,

num parto balbuciante talvez,

doloroso ou, ao invés,

contorcendo-se já como vírus

infeciosamente a crescer por aí,

espetando silêncios

onde outros queriam ruído e aprovações.

Tempo de rutura. Do fel. Ou de utopia.

Cuidando que há mais do que

dar-se em casamento ao gosto do poder.

Rompem os velhos-poetas-mortos-para-este-mundo,

raivosos de maios e abris

que ardilosamente trouxeram até aqui.

Não são rosas, senhor. É lama e não metal.

O barro (que somos nós).

 

 

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