ROMP

O ROMP…

Recitais Ociosos do Musas – Poesia

César Figueiredo é o poeta do ROMP 07, a ter lugar no MUSAS quinta-feira, dia 28 de fevereiro de 2019.

Nascido em 1954, na cidade do Porto, César Figueiredo é uma das figuras incontornáveis da poesia visual portuguesa, tendo sido também um dos mais ativos protagonistas do movimento da mail art. Com uma vasta obra que se espraia por publicações, instalações, performances, esteve representado em significativas exposições internacionais de poesia visual, entre elas “I Mostra Internacional de Poesia Visual” (São Paulo, 1988), “Concreta. Experimental. Visual” (Bolonha, 1989), “Visuelle Poesie” (Gotha, 1990), “Poesia Experimental Portuguesa no Brasil” (Brasília, 2018), além de diversas exposições e intervenções artísticas (eletrografias, copy art, poesia espacial) em Portugal, como “This Time is Not Money” (Porto, 2011). Incluído na “Antologia da Poesia Experimental Portuguesa (Anos 60-80)”, 2004, organizada por C.M. Sousa e E. Ribeiro. Participou também em numerosas parcerias com outros poetas e artistas visuais, como (“Bureaucrazy”, 2015, com Jürgen O. Olbrich), “autographie mutuelles”, 2009, com Alberto Pimenta).

O ROMP é uma série de conversas com os poetas, um a um (uma a uma) protagonistas de cada encontro, à volta da sua obra, processo e pensamento. É um formato caloroso, de encontro, e nunca de sarau, com a presença não de espetadores, mas de gente cúmplice.

O encontro pode ser acompanhado de umas bolachas, petiscos, chá (incluindo de parreira), etc.. A hora que escolhemos foi as 21h30 (podendo ocasionalmente mudar).

Inclinamo-nos para uma periodicidade mensal, excecionalmente não respeitada, tendo-se apontado a data da última quinta-feira de cada mês.

O ROMP já contou com a presença dos seguintes poetas:

ROMP 01 – 28 de junho de 2018 – Alexandre Teixeira Mendes;

ROMP 02  – 26 de julho de 2018 – Nunes Zarel.lecci;

ROMP 03 – 27 de setembro de 2018 – António Pedro Ribeiro;

ROMP 04 – 25 de outubro de 2018 – Aurelino Costa;

ROMP 05 – 29 novembro 2018 – Arnaldo Trindade;

ROMP 06 – 31 de janeiro 2019 – Francisco Duarte Mangas.

 

Todas as pessoas coniventes são bem-vindas.

 

… e o seu Manifesto

É tempo de rutura.

Morre-se para estrumar o futuro que aí vem

(ou o que nunca virá).

E romper é, por isso, estruturalmente a vida.

Ou, isto é, a morte…

Rompem os jovens poetas destroçando a mudez,

num parto balbuciante talvez,

doloroso ou, ao invés,

contorcendo-se já como vírus

infeciosamente a crescer por aí,

espetando silêncios

onde outros queriam ruído e aprovações.

Tempo de rutura. Do fel. Ou de utopia.

Cuidando que há mais do que

dar-se em casamento ao gosto do poder.

Rompem os velhos-poetas-mortos-para-este-mundo,

raivosos de maios e abris

que ardilosamente trouxeram até aqui.

Não são rosas, senhor. É lama e não metal.

O barro (que somos nós).

 

 

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