ROMP

ROMP 12 – a vez de Paulo Barrosa

Recitais Ociosos do Musas – Poesia

Os Recitais Ociosos do Musas – Poesia apresentam, na próxima quinta-feira, dia 29 de agosto, a poesia de Paulo Barrosa. A sessão tem início às 21h30.
Paulo Barrosa nasceu em Espinho, em 1960. Teve o privilégio de viver uma revolução em plena adolescência e acha que este facto fez dele o que é hoje. Tem paixão pelo mar e, quando pode, foge para a Bretanha. Faz artes plásticas, música, teatro, fotografia, esteve ligado ao cinema de animação e vai escrevendo umas coisas. Gosta da música de Paco Ibañez, de Luís Cília, de Daniel Viglietti, de Maripol e de Glenmor. A pintura de Goya fascina-o a escrita de Louis Guilloux reconciliou-o com o romance. Classifica-se como libertário e pensa que todos são artistas, embora a maior parte a sociedade não permita qualquer tipo de expressão nesse sentido. (A poesia palmilha cada letra e palavra do que escreve, levando a imaginação do leitor a voos intensos e a uma vontade de se desacorrentar e soltar um estrondoso grito pela liberdade.)
Tomou posição clara e precoce pelos Curdos da Síria no seu combate contra Daesh e contra todas as restrições aos movimentos migratórios individuais e colectivos.

Paulo Barrosa é o 12º poeta do ROMP, seguindo-se a Alexandre Teixeira Mendes, Nunes.Zarellecci, António Pedro Ribeiro, Aurelino Costa, Arnaldo Trindade, Francisco Duarte Mangas, César Figueiredo, Carlos César Pacheco, Sérgio Pereira, Rui Miguel Ribeiro e Francisca Camelo, e antecedendo A. da Silva O.

O ROMP é uma série de conversas com os poetas, um a um (uma a uma) protagonistas de cada encontro, à volta da sua obra, processo e pensamento. É um formato caloroso, de encontro, e não de sarau, sem a presença de espetadores, mas com gente cúmplice.

O encontro pode ser acompanhado de umas bolachas, petiscos, chá (incluindo de parreira), etc.. A hora que escolhemos foi as 21h30 (podendo ocasionalmente mudar).

Inclinamo-nos para uma periodicidade mensal, excecionalmente não respeitada, tendo-se apontado a data da última quinta-feira de cada mês.

O ROMP já contou com a presença dos seguintes poetas:

ROMP 01 – 28 de junho de 2018 – Alexandre Teixeira Mendes;

ROMP 02  – 26 de julho de 2018 – Nunes Zarel.lecci;

ROMP 03 – 27 de setembro de 2018 – António Pedro Ribeiro;

ROMP 04 – 25 de outubro de 2018 – Aurelino Costa;

ROMP 05 – 29 novembro 2018 – Arnaldo Trindade;

ROMP 06 – 31 de janeiro 2019 – Francisco Duarte Mangas.

ROMP 07 – 28 de fevereiro 2019 – César Figueiredo

ROMP 08 – 28 de março 2019 – Carlos César Pacheco

ROMP 09 – 30 maio de 2019 – Sérgio Pereira

ROMP 10 – 27 junho de 2019 – Rui Miguel Ribeiro

ROMP 11 – 25 julho de 2019 – Francisca Camelo

e seguem-se

ROMP 12 – 29 agosto de 2019 – Paulo Barrosa

ROMP 13 – 26 setembro de 2019 – A. da Silva O.

 

Todas as pessoas coniventes são bem-vindas.

 

Manifesto do ROMP

É tempo de rutura.

Morre-se para estrumar o futuro que aí vem

(ou o que nunca virá).

E romper é, por isso, estruturalmente a vida.

Ou, isto é, a morte…

Rompem os jovens poetas destroçando a mudez,

num parto balbuciante talvez,

doloroso ou, ao invés,

contorcendo-se já como vírus

infeciosamente a crescer por aí,

espetando silêncios

onde outros queriam ruído e aprovações.

Tempo de rutura. Do fel. Ou de utopia.

Cuidando que há mais do que

dar-se em casamento ao gosto do poder.

Rompem os velhos-poetas-mortos-para-este-mundo,

raivosos de maios e abris

que ardilosamente trouxeram até aqui.

Não são rosas, senhor. É lama e não metal.

O barro (que somos nós).

 

 

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