ROMP

O ROMP – agora com Sérgio Pereira

Recitais Ociosos do Musas – Poesia

Os Recitais Ociosos do Musas – Poesia apresentam, na próxima quinta-feira, dia 30 de maio, a poesia de Sérgio Pereira. A sessão tem início às 21h30.

Sérgio Pereira nasceu em 1958 em São João de Ver, Santa Maria da Feira.
Publicou os seguintes livros de poesia:
– as nove visões do xamã, Agosto Editores, 1996;
– O Sol é um Moccasin, Agosto Editores, 1996;
– Técnica do Escalpe, Agosto Editores, 1996;
– Istmos e Hordas, Edições Tomahawk, 1997;

– O Absoluto Reverso, Edições Tomahawk, 1998.
E tem ainda poemas seus em:

– revista Coiote, Agosto Editores, 1996. Carlos César Pacheco, Rui Miguel Ribeiro, Sérgio Pereira.

– Convergência dos Ventos, Ausência, 2000. Co-autor: António Teixeira e Castro.
Tem para publicar:
– Metal de Sacrifício (poemas inéditos).
Sérgio Pereira é o nono poeta abordado nesta segunda série do ROMP, seguindo-se a:
Alexandre Teixeira Mendes, Nunes Zarel.lecci, António Pedro Ribeiro, Aurelino Costa, Arnaldo Trindade, Francisco Duarte Mangas, César Figueiredo e Carlos César Pacheco.

O ROMP é uma série de conversas com os poetas, um a um (uma a uma) protagonistas de cada encontro, à volta da sua obra, processo e pensamento. É um formato caloroso, de encontro, e não de sarau, sem a presença de espetadores, mas com gente cúmplice.

O encontro pode ser acompanhado de umas bolachas, petiscos, chá (incluindo de parreira), etc.. A hora que escolhemos foi as 21h30 (podendo ocasionalmente mudar).

Inclinamo-nos para uma periodicidade mensal, excecionalmente não respeitada, tendo-se apontado a data da última quinta-feira de cada mês.

O ROMP já contou com a presença dos seguintes poetas:

ROMP 01 – 28 de junho de 2018 – Alexandre Teixeira Mendes;

ROMP 02  – 26 de julho de 2018 – Nunes Zarel.lecci;

ROMP 03 – 27 de setembro de 2018 – António Pedro Ribeiro;

ROMP 04 – 25 de outubro de 2018 – Aurelino Costa;

ROMP 05 – 29 novembro 2018 – Arnaldo Trindade;

ROMP 06 – 31 de janeiro 2019 – Francisco Duarte Mangas.

ROMP 07 – 28 de fevereiro 2019 – César Figueiredo

ROMP 08 – 28 de março 2019 – Carlos César Pacheco

 

Todas as pessoas coniventes são bem-vindas.

 

Manifesto do ROMP

É tempo de rutura.

Morre-se para estrumar o futuro que aí vem

(ou o que nunca virá).

E romper é, por isso, estruturalmente a vida.

Ou, isto é, a morte…

Rompem os jovens poetas destroçando a mudez,

num parto balbuciante talvez,

doloroso ou, ao invés,

contorcendo-se já como vírus

infeciosamente a crescer por aí,

espetando silêncios

onde outros queriam ruído e aprovações.

Tempo de rutura. Do fel. Ou de utopia.

Cuidando que há mais do que

dar-se em casamento ao gosto do poder.

Rompem os velhos-poetas-mortos-para-este-mundo,

raivosos de maios e abris

que ardilosamente trouxeram até aqui.

Não são rosas, senhor. É lama e não metal.

O barro (que somos nós).

 

 

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